ARTIGO5

Afinal, o que são nova e velha economia?

Provavelmente você já ouviu mais de uma vez que o mundo está mudando muito rápido. Também é provável que esteja careca de ouvir sobre como estamos mais digitais e que agora as empresas precisam se adaptar a nova economia.

Mesmo com esses termos presentes em jornais, comerciais e conversas na empresa, você entende o que a nova e a velha economia significam na prática? Sabe que “novo normal” é esse que tanto falam?

Neste artigo queremos esclarecer de uma vez por todas para você o que são a nova e velha economia e como elas impactam no seu negócio. Vamos lá!

As características do mundo VUCA?

Antes de nos aprofundarmos no conceito de nova e velha economia, é necessário alinharmos o que é VUCA.

Essa palavra estranha é uma sigla em inglês criada pelo exército norte-americano para descrever possíveis cenários de guerra a serem enfrentados, ela reúne as palavras Volatility (volatilidade), Uncertainty (incerteza), Complexity (complexidade) e Ambiguity (ambiguidade).

Desde meados de 2010, a palavra se tornou comum no mundo corporativo. Dentro deste novo cenário, podemos encarar VUCA como: compreender que as mudanças estão acontecendo com muita rapidez, se preparar para as incertezas que surgirão e para realizar escolhas cada vez mais complexas para as quais não há respostas certas ou erradas.

Pode não parecer, mas essas quatro letras praticamente resumem os novos desafios dessa era digital. Agora podemos falar da nova e velha economias.

 

 

A Nova Economia: O que mudou?

O significado de VUCA já esclarece as transformações pelas quais a sociedade vem enfrentando. Além de precisarmos lidar com um contexto de mundo mais volátil, incerto e ambíguo, novos paradigmas têm modificado a forma como nós vivemos, trabalhamos e consumimos.

Se antes um modelo de negócios de sucesso se baseava em volume e produtividade, hoje, a preocupação com a experiência do cliente e a geração de impacto positivo para sociedade passam a ser alguns dos paradigmas que se tornaram premissas básicas para os negócios.

Nesse momento as duas economias, a Nova e a Velha, convivem juntas. Afinal, a velha economia nasceu com a Revolução Industrial e ditou a forma como o mundo estava organizado até pouco tempo, mas agora ela está sendo enviada para fora do tabuleiro. 

A expressão Nova Economia nasceu no final dos anos 1990, com o surgimento das chamadas “Empresas Ponto Com” que trouxeram a necessidade de criar uma expressão para ilustrar a mudança da economia baseada na indústria para a economia baseada nos serviços. Com os avanços tecnológicos, a indústria está mais focada no meio digital que no físico.

Para entender esse movimento, basta olharmos para o exemplo dos unicórnios brasileiros como a 99 (aplicativo para transporte de passageiros), Nubank (fintech) e Ifood (aplicativo de delivery). Essas empresas valem bilhões de reais e atendem diariamente a milhares de pessoas em nosso país. Sabe o que elas têm em comum? Todas são digitais e se preocupam com a experiência do cliente.

O Nubank desburocratizou os processos bancários tornando possível que seus clientes realizem desde abertura de contas até investimentos com alguns cliques no celular. Além disso, ele se esforça diariamente para superar as expectativas do cliente através de um atendimento ágil que constrói conexões emocionais, tem empatia, se importa com a opinião do cliente e é realizado por pessoas que gostam dessa função. 

O Ifood se preocupa em trazer soluções disruptivas para atender às necessidades do mercado, com a oferta de bons restaurantes e boa experiência na entrega que pode ser rastreada pelo cliente. A empresa se preocupa com a capacitação de seus colaboradores para entender os usuários, com a facilidade em usar o aplicativo e até com inteligência artificial que futuramente ajudará a solucionar demandas de clientes.

Já a 99 conquistou o Prêmio Reclame Aqui por dois anos seguidos em sua categoria pelo destaque que seu atendimento ao consumidor conquistou. A empresa se preocupa com a experiência do cliente e defende que ele deve sentir que o serviço que está consumindo é especial, além de ter preparado sua equipe de telemarketing para ter uma visão empática dos clientes.

Cada cuidado com a experiência do cliente está ligado aos valores que as empresas da Nova Economia praticam e defendem

 

 

Os DNAs da Nova Economia

Na Nova Economia a palavra de ordem é disrupção: seja um jeito diferente de pensar o modelo de negócios ou a inserção de uma nova tecnologia que resulte em eficiência operacional ou uma entrega de valor superior ao cliente. 

Os quatro DNAs da Nova Economia são:

 

  • Negócios Criativos: que trabalham com bens intangíveis e lucram fazendo aquilo que gostam; 
  • Negócios de Impacto: empresas cujo foco é impactar positivamente na sociedade; 
  • Negócios Escaláveis: modelo de startups que são moldados para ser escaláveis e de grande alcance; 
  • Inovadores Corporativos: os profissionais com crachá que empreendem dentro das organizações em que trabalham.

 

Na nova economia, os negócios precisam ter um olhar atento para atender as demandas de clientes cada vez mais exigentes e a capacidade de se adaptar rapidamente as mudanças do mercado.

Lembrando que os clientes não são os únicos mais exigentes nessa nova economia, agora os colaboradores também buscam trabalhar com empresas cuja cultura organizacional e propósito esteja de acordo com suas crenças e valores.

Analisando a sua empresa hoje, você acha que ela está preparada para a nova economia? É bom refletir sobre isso, no final, quem não se adapta está fadado a quebrar.

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